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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Segunda-Feira, 5ª Semana após Pentecostes

Rm 12, 4; 5, 15-21; Mt 12, 9-13  (Para ler os textos, clicar em cima das referências)

Contemplação do Evangelho de Cristo

Cristo deu a Sua vida por ti e tu continuas a detestar aquele que é um servo como tu? Como podes avançar em direcção à mesa da paz? O teu Mestre não hesitou em suportar por ti todos os sofrimentos, e tu recusas-te a renunciar sequer à tua cólera? [...] «Aquele ofendeu-me com gravidade, dizes tu, foi tantas vezes injusto para comigo, chegou mesmo a ameaçar-me de morte!» O que é isto? Ele ainda não te crucificou, como os inimigos do Senhor O crucificaram.
Se não perdoas as ofensas do teu próximo, o teu Pai que está nos céus também não te perdoará as tuas faltas (Mt 6, 15). O que te diz a tua consciência quando pronuncias estas palavras: «Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o Vosso nome» e o que se segue? Cristo não fez diferenças: Ele derramou o Seu sangue por aqueles que derramaram o Dele. Serias capaz de fazer algo semelhante? Quando te recusas a perdoar ao teu inimigo, é a ti que causas mal, não a ele [...]; o que tu preparas é o teu próprio castigo no dia do julgamento. [...]
Escuta o que diz o Senhor: «Quando fores apresentar a tua oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e depois volta para apresentar a tua oferta». [...] Porque o Filho do homem veio ao mundo para reconciliar a humanidade com o Pai. Como diz São Paulo: «Agora Deus reconciliou consigo todas as coisas» (Col 1, 22); «pela cruz [...], levando em Si próprio a morte à inimizade» (Ef 2, 16).

São João Crisóstomo (c. 345-407), Patriarca de Constantinopla,
Homilia sobre a traição de Judas

Fonte: EAQ 

 

 

SANTORAL (UMA TÃO GRANDE NUVEM DE TESTEMUNHAS)

23 de Junho: Santa Agripina, Virgem e Mártir

Santa Agripina, virgem e mártir, é muito venerada na Sicília e, em menor medida, na Grécia. Sabe-se que era uma jovem de nascimento nobre e que, por causa de sua fé cristã teria morrido, ou por decapitação ou depois de duros açoites, durante o reinado de Valeriano, ou na perseguição de Diocleciano. Após o martírio, três mulheres cristãs de nomes, Bassa, Paula e Agatônice recolheram o corpo da jovem Agripina e levaram-no para Mineo, na Sicília, para ali sepultá-lo. Parece que, em seu túmulo, muitos milagres foram operados, incluindo curas de males irremediáveis e de pessoas possessas. Sabe-se que as relíquias da santa foram trasladadas de Sicília para Constantinopla, presumivelmente, para evitar a profanação pelos infiéis. Santa Agripina é invocada contra os espíritos malignos, hanseníase e tempestades violentas.

Fonte: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

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